A Polícia Civil do Ceará deflagrou, na manhã desta segunda-feira (28), a Operação Desmonte, em Quixelô, no Centro-Sul do Estado. A ação cumpre ordens judiciais contra um grupo investigado por extorsões, ameaças e possível interferência no processo eleitoral do município.
Ao todo, a Justiça autorizou dez medidas judiciais, sendo seis mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. O 2º Núcleo de Custódia da Comarca de Iguatu expediu as ordens.
Segundo a investigação, os suspeitos teriam utilizado intimidações contra moradores e pessoas ligadas a campanhas eleitorais para obter dinheiro. Além disso, a Polícia Civil apura se essas ações também buscavam interferir na atuação política local.
Operação Desmonte investiga atuação de grupo em Quixelô
A Polícia Civil deflagrou a Operação Desmonte para aprofundar as investigações sobre diferentes ocorrências registradas ao longo de setembro em Quixelô.
Segundo as informações divulgadas, os investigadores apuram a possível ligação dos suspeitos com uma organização criminosa e com o tráfico de drogas.
Além disso, a polícia busca esclarecer se os diferentes episódios de ameaças e extorsões possuem relação entre si e se integravam uma atuação coordenada.
A possível interferência no processo eleitoral representa, portanto, uma das linhas da investigação. Até o momento, porém, não existe conclusão judicial que comprove que os investigados tenham efetivamente interferido no resultado ou no funcionamento das eleições.
Polícia apura ameaças contra pessoas ligadas a campanhas
As investigações começaram a reunir diferentes ocorrências registradas durante setembro. Entre os episódios apurados está um ataque a tiros contra o veículo de um morador ligado a uma campanha política. Conforme informações divulgadas pelas autoridades, dois homens em uma motocicleta teriam participado da ação.
Durante as investigações, a polícia identificou um homem de 20 anos como suspeito de conduzir a motocicleta e realizou sua prisão. Além disso, os investigadores identificaram um adolescente que também passou a ser investigado no caso. Outro eixo da apuração envolve suspeitas de extorsão contra pessoas relacionadas a campanhas eleitorais.
Assim, a Polícia Civil tenta identificar a participação individual dos investigados e esclarecer se ameaças e cobranças de dinheiro mantêm relação com a atuação política das vítimas.
Possível interferência eleitoral está entre as linhas de investigação
A Polícia Civil também apura se integrantes do grupo utilizaram ameaças e intimidações para interferir na atuação de pessoas envolvidas nas campanhas eleitorais em Quixelô.
Além disso, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança durante as diligências. Entre os episódios investigados está a retirada de material de campanha eleitoral.
No entanto, as autoridades ainda precisam esclarecer a participação de cada investigado, identificar todas as pessoas eventualmente atingidas e determinar se os diferentes acontecimentos possuem conexão.
Dessa forma, a possível interferência eleitoral permanece como hipótese investigativa enquanto as diligências continuam.
Equipes especializadas participam da operação
A Operação Desmonte mobiliza equipes da 4ª Seccional do Interior Sul e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Sul (Draco Sul). A Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar os episódios registrados no município.
Durante as buscas desta segunda-feira, os agentes procuram documentos, aparelhos celulares e outros materiais que possam contribuir para a investigação.
Em seguida, a polícia poderá submeter os itens apreendidos à análise para tentar identificar a participação de cada alvo e verificar eventual envolvimento de outras pessoas.
Operação continua em andamento
As diligências continuam ao longo desta segunda-feira. Por isso, o número de prisões efetivamente realizadas e os materiais apreendidos ainda podem ser atualizados pelas autoridades.
A Polícia Civil deverá analisar os elementos reunidos durante a Operação Desmonte e confrontá-los com as provas obtidas nas etapas anteriores da investigação.
Além disso, as autoridades buscam esclarecer se existe conexão entre as suspeitas de extorsão, ameaças, ataque contra veículo, retirada de material de campanha e eventual tentativa de interferência eleitoral.
As prisões temporárias possuem caráter cautelar e permitem o avanço das investigações. Portanto, elas não representam condenação nem comprovam, por si só, a responsabilidade criminal dos investigados.
Assim, a Polícia Civil continua as diligências para esclarecer a atuação do grupo e as circunstâncias dos episódios registrados em Quixelô durante o período eleitoral de 2026.