O Pix por aproximação passa a funcionar com novas regras a partir desta quinta-feira, 1º de outubro. O Banco Central retirou o teto específico de R$ 500 por transação que existia para essa modalidade de pagamento.
Com a mudança, será possível realizar um Pix por aproximação de R$ 600, R$ 1 mil ou outros valores superiores a R$ 500. Entretanto, isso não significa que as transações ficarão sem limite.
A partir de agora, os pagamentos deverão respeitar os limites definidos para cada cliente e as regras de segurança estabelecidas pela instituição financeira. Além disso, o usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução dos valores permitidos para as operações.
O que muda no Pix por aproximação?
Até esta quarta-feira (30), existia uma restrição específica para o Pix por aproximação: cada transação não poderia ultrapassar R$ 500. A partir desta quinta-feira (1º), esse teto específico deixa de existir.
Na prática, quatro mudanças principais passam a valer: o teto fixo de R$ 500 deixa de ser aplicado; o cliente poderá solicitar aumento ou redução dos limites; pagamentos superiores a R$ 500 poderão ser feitos por aproximação quando os limites da conta permitirem; e as instituições financeiras deverão oferecer uma ferramenta para gerenciamento desses valores.
As demais regras de segurança do Pix continuam valendo normalmente.
Posso fazer um Pix de R$ 1 mil por aproximação?
Sim, desde que o limite disponível na conta permita uma operação desse valor. Por exemplo, se o banco permitir ao cliente realizar uma transação de R$ 1 mil naquele momento, o pagamento poderá ser feito por aproximação.
Por outro lado, se o limite estabelecido para aquela conta for menor, a retirada do teto de R$ 500 não permitirá automaticamente uma transação superior ao valor autorizado. Portanto, não existe um novo limite único que substitua os R$ 500.
Cliente poderá ajustar limites pelo aplicativo
O gerenciamento dos valores poderá ser realizado por meio do aplicativo da instituição financeira. Assim, o cliente poderá consultar as configurações disponíveis e solicitar alterações nos limites conforme as regras oferecidas pelo banco.
O procedimento específico poderá variar de uma instituição para outra. Além disso, pedidos de aumento podem passar por procedimentos adicionais de segurança antes da liberação. Já as reduções de limite seguem a lógica de proteção do próprio usuário.
Mudança também alcança outras formas de pagamento
A alteração estabelecida pelo Banco Central não fica restrita somente ao pagamento feito aproximando o celular da maquininha.
As novas regras também alcançam determinadas operações realizadas por Código QR, chaves de acesso e pela Jornada sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance.
A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho deste ano, com entrada em vigor definida para 1º de outubro.
Como funciona o Pix por aproximação?
O Pix por aproximação permite pagar uma compra aproximando um celular compatível de uma máquina ou equipamento habilitado, de forma semelhante ao pagamento por aproximação realizado com cartões.
A tecnologia utilizada é a NFC (Near Field Communication), que permite a comunicação entre dispositivos próximos.
Para realizar a operação, o usuário precisa utilizar uma solução compatível oferecida pela instituição financeira ou por uma carteira digital habilitada.
Depois da aproximação, o consumidor confere as informações da compra e confirma a transação utilizando os mecanismos de autenticação disponíveis no aparelho.
Segurança continua valendo
A retirada do teto específico de R$ 500 não elimina os mecanismos de proteção utilizados pelo sistema. As operações continuam sujeitas aos limites de movimentação, análise de risco e mecanismos de autenticação estabelecidos para a conta.
Por isso, o Banco Central orienta que os usuários acompanhem as configurações de segurança oferecidas pelas instituições financeiras.
Também é recomendável manter limites compatíveis com as necessidades de uso, principalmente como forma de reduzir possíveis prejuízos em situações de roubo, furto ou acesso indevido à conta.
Pix já alcança mais de 170 milhões de brasileiros
Desde seu lançamento, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento do País. Segundo dados disponibilizados pelo Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já utilizaram o sistema.
Somente em maio de 2026, foram registradas mais de 7 bilhões de transações. Com a retirada do teto específico de R$ 500, o Pix por aproximação ganha maior flexibilidade para compras de valores mais elevados.
Assim, a partir desta quinta-feira (1º), o consumidor que pretende pagar uma compra acima de R$ 500 por aproximação deverá verificar se o valor está dentro dos limites disponíveis em sua conta.