A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal chegou ao fim após 19 dias de paralisação, e as agências retomam o atendimento normal em todo o País nesta quarta-feira (30).
O movimento começou em 10 de setembro e terminou após julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta terça-feira (29). Por unanimidade, a Seção Especializada em Dissídios Coletivos determinou o retorno imediato dos trabalhadores.
Além disso, o tribunal considerou a greve não abusiva, rejeitando o pedido da Caixa para caracterizar a paralisação como irregular.
Agências voltam a funcionar normalmente
Com o encerramento da greve, a Caixa restabelece integralmente o atendimento presencial nas agências nesta quarta-feira (30).
Durante a paralisação, parte dos serviços permaneceu disponível, principalmente pelos canais digitais e caixas eletrônicos. Entretanto, a greve afetou o atendimento presencial em diferentes unidades do País.
Agora, os trabalhadores devem retornar às atividades, normalizando gradualmente os serviços. A Caixa informou que cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho e reforçou o compromisso com empregados, clientes e sociedade.
TST determina reajuste de 4,6%
O julgamento também definiu as condições econômicas para os trabalhadores. O reajuste salarial será de 4,6%, resultado da aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6% de aumento real.
O mesmo índice será aplicado a benefícios como auxílio-refeição, auxílio-alimentação, auxílio-creche e auxílio-babá, entre outras verbas. Além disso, o reajuste passa a valer retroativamente a 1º de setembro, data-base da categoria. O acordo coletivo terá vigência até 2028.
Dias de greve não serão descontados
Outro ponto definido pelo TST envolve os 19 dias de paralisação. Os trabalhadores não terão os dias de greve descontados dos salários. Entretanto, deverão compensar o período em até 180 dias.
Dessa forma, o tribunal estabeleceu a reposição das horas sem aplicar desconto salarial aos empregados que participaram do movimento.
A decisão também encerrou a discussão judicial sobre a legalidade da paralisação, já que o TST concluiu que a greve cumpriu os requisitos legais e, portanto, não foi abusiva.
Saúde Caixa esteve no centro das negociações
O Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados, esteve entre os principais pontos de divergência durante as negociações entre trabalhadores e banco.
Antes do julgamento, representantes dos empregados defendiam mudanças relacionadas ao custeio do plano e questionavam propostas apresentadas durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
As discussões se estenderam por diferentes rodadas de negociação ao longo de setembro. Com a decisão do TST, o índice de reajuste de 4,6% também alcança o plano de saúde, enquanto regras relacionadas ao modelo de custeio foram mantidas.
Paralisação chega ao fim depois de 19 dias
A greve começou em 10 de setembro em meio às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028. Durante o período, representantes dos trabalhadores e da Caixa realizaram novas rodadas de negociação em busca de um entendimento.
Entretanto, diante da continuidade do impasse, a questão chegou ao Tribunal Superior do Trabalho.
Assim, após 19 dias de paralisação, a decisão judicial determinou o retorno imediato dos empregados e estabeleceu as condições para reajustes, benefícios e compensação do período sem trabalho.
Com isso, as agências da Caixa Econômica Federal voltam ao funcionamento normal nesta quarta-feira (30) em todo o País.