O Ceará criou 9.295 empregos com carteira assinada em agosto de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O resultado representa crescimento de 33,9% em comparação com agosto do ano passado, quando o Estado havia registrado saldo positivo de 6.938 vagas.
Durante agosto, as empresas cearenses realizaram 64.008 admissões e 54.713 desligamentos. Portanto, a diferença entre contratações e demissões resultou nas mais de 9,2 mil novas vagas formais. Além disso, o desempenho representa um crescimento de 133,1% em relação a julho deste ano.
Ceará tem terceiro maior saldo do Nordeste
Com o resultado, o Ceará ficou na terceira posição entre os estados nordestinos que mais criaram empregos com carteira assinada em agosto. Pernambuco liderou a região, com saldo de 13.428 vagas, seguido pela Bahia, com 11.647. Em seguida apareceu o Ceará, com 9.295 novos postos.
No conjunto, o Nordeste criou 59.356 empregos formais em agosto, respondendo por mais de um terço das vagas abertas no País durante o período. Já no acumulado entre janeiro e agosto, o Ceará soma 37.697 novos empregos com carteira assinada, com crescimento de 2,74% no estoque de vínculos.
Serviços criam mais de 5,2 mil vagas
Entre os setores da economia cearense, os serviços lideraram a geração de empregos em agosto, com saldo positivo de 5.267 vagas. O segmento contabilizou 31.302 admissões e 26.035 desligamentos durante o mês.
Em seguida apareceu a construção, que criou 1.897 empregos formais. O setor realizou 7.900 contratações e registrou 6.003 desligamentos.
O comércio também terminou agosto com resultado positivo. Foram 13.205 admissões e 12.012 desligamentos, deixando saldo de 1.193 novas vagas.
Enquanto isso, a agropecuária criou 945 empregos, resultado de 1.659 contratações e 714 desligamentos.
Indústria fica próxima da estabilidade
Entre os cinco grandes setores analisados, somente a indústria cearense apresentou saldo negativo em agosto.
Entretanto, a diferença foi pequena: o segmento fechou seis postos de trabalho, após registrar 9.942 admissões e 9.948 desligamentos.
Dessa forma, o desempenho positivo dos serviços, da construção, do comércio e da agropecuária compensou o resultado industrial e garantiu o saldo geral de 9.295 vagas no Estado.
Brasil cria mais de 165 mil empregos
Em todo o Brasil, o mercado formal criou 165.827 empregos com carteira assinada em agosto. O resultado veio de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Com isso, o País alcançou 48,24 milhões de vínculos formais ativos.
Além disso, entre janeiro e agosto, o Brasil acumulou saldo positivo de 1.134.033 empregos, com crescimento de 2,41% no estoque de vínculos formais.
Os serviços também lideraram nacionalmente, com 110.346 novas vagas somente em agosto. Na sequência ficaram construção, indústria, comércio e agropecuária, todos com saldo positivo.
Ceará acumula mais de 37 mil vagas em 2026
Nos oito primeiros meses do ano, o mercado de trabalho formal cearense acumulou 37.697 novos postos, mantendo saldo positivo no período.
O desempenho de agosto também mostra uma aceleração em relação ao mesmo mês de 2025, já que o número de vagas líquidas passou de 6.938 para 9.295.
Assim, os números mais recentes do Novo Caged apontam avanço do emprego formal no Ceará, impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela construção civil.