As exportações do Ceará alcançaram US$ 1,63 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, registrando crescimento de 8,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Com o resultado, o Estado ultrapassou Pernambuco e passou a ocupar a terceira posição entre os maiores exportadores do Nordeste.
Os dados fazem parte do estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
Além disso, o comércio exterior cearense movimentou US$ 3,47 bilhões nos oito primeiros meses do ano, considerando a soma das exportações e importações. O valor representa crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Agosto registra melhor resultado do ano
O desempenho das exportações ganhou força principalmente em agosto. Durante o mês, o Ceará exportou US$ 341,6 milhões, alcançando o maior valor mensal registrado em 2026. Na comparação com agosto de 2025, as vendas externas cresceram 124,5%.
Assim, o resultado do mês contribuiu diretamente para elevar o acumulado das exportações cearenses e melhorar a posição do Estado no comércio exterior. Por outro lado, as importações somaram US$ 1,84 bilhão entre janeiro e agosto, crescimento de 1,2%.
Como consequência do avanço mais intenso das exportações, o déficit da balança comercial cearense caiu 32,4%, passando de US$ 314,3 milhões para US$ 212,4 milhões.
Siderurgia lidera exportações cearenses
A siderurgia desempenhou papel central no resultado de agosto. As vendas externas de ferro fundido, ferro e aço representaram cerca de 63% das exportações realizadas pelo Ceará no mês.
Além disso, produtos como frutas, cera de carnaúba e calçados também contribuíram para o desempenho das vendas internacionais.
Entre os fatores que ajudam a explicar o avanço da siderurgia estão a comercialização de produtos de maior valor agregado, o cumprimento de contratos e a expansão para diferentes mercados consumidores.
Dessa forma, a indústria siderúrgica continua exercendo forte influência sobre os números do comércio exterior cearense.
Pescados também avançam no mercado internacional
Outro setor que mantém presença relevante no comércio internacional é o de pescados. De acordo com os dados apresentados pelo setor, as exportações dessa indústria cresceram entre 6% e 8% neste ano em comparação com 2025.
Entretanto, o aumento ocorreu principalmente no valor comercializado, enquanto o volume permaneceu praticamente estável. A redução da oferta de determinados produtos e a manutenção da demanda contribuíram para elevar os preços.
A lagosta cearense segue principalmente para mercados da Ásia e da Oceania. Já os Estados Unidos aparecem como um dos principais destinos do peixe exportado pelo setor.
Estados Unidos continuam como principal destino
Os Estados Unidos permanecem como o principal mercado das exportações cearenses. Ao mesmo tempo, o Ceará ampliou a diversificação de seus parceiros comerciais e atualmente mantém vendas para mais de 100 países.
A siderurgia, por exemplo, também ampliou sua presença em mercados como a Espanha.
Assim, embora os Estados Unidos exerçam forte influência sobre o comércio exterior do Estado, a diversificação dos destinos reduz a dependência de um único mercado e amplia as possibilidades para as empresas cearenses.
Ceará ultrapassa Pernambuco no Nordeste
Com os US$ 1,63 bilhão exportados entre janeiro e agosto, o Ceará ultrapassou Pernambuco e assumiu a terceira posição entre os maiores exportadores do Nordeste.
Além disso, o Estado alcançou a 16ª posição no ranking nacional, avançando uma colocação em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho também reflete fatores estruturais, como a localização geográfica do Ceará e a atuação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que mantém conexões estratégicas com mercados internacionais.
Portanto, os primeiros oito meses de 2026 mostram um cenário de expansão das vendas externas cearenses, impulsionado principalmente pela siderurgia e pela diversificação dos mercados compradores.
A expectativa dos setores exportadores é manter o ritmo ao longo dos próximos meses e encerrar 2026 com continuidade nos volumes e valores comercializados internacionalmente.